domingo, 23 de junho de 2013

OS PAÍSES MAIS RELIGIOSOS SÃO OS MAIS VIOLENTOS


Foto: Internet
A afirmação parece contraditória, sendo que a maioria das religiões prega a paz e o amor, mas, segundo o Índice Global da Paz (IGP) de 2012, apesar do mundo em geral ter ficado um pouco mais pacífico nos últimos anos, são os países menos religiosos que continuam sendo menos violentos.

O que é o IGP?

O Índice Global da Paz, desenvolvido pelo Instituto de Economia e Paz, em conjunto com a Unidade Economista de Inteligência com a orientação de uma equipe internacional de acadêmicos e experts em paz, classifica as nações do mundo pela sua tranquilidade.
Composto por 23 indicadores, que vão desde o nível de despesas militares de uma nação às suas relações com os países vizinhos e o nível de respeito aos direitos humanos, incluindo os níveis de democracia e transparência, educação e bem-estar material, o IGP usa uma ampla gama de fontes respeitadas, incluindo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, do Banco Mundial e várias entidades da ONU, para contribuir significativamente para o debate público sobre a paz mundial.
O IGP possui investidores de todo o mundo, incluindo Prêmio Nobel, economistas, acadêmicos, agentes humanitários e políticos, como o diplomata Kofi Annan, o presidente Jimmy Carter, Sua Santidade o Dalai Lama, o professor Joseph Stiglitz e o arcebispo Desmond Tutu.

Um lugar melhor para se viver

Em sua sexta edição, o IGP indica que o mundo se tornou mais pacífico pela primeira vez desde 2009; todas as regiões, exceto o Oriente Médio e o Norte da África (que sofrem atualmente as consequências da Primavera Árabe) viram uma melhora nos níveis de tranquilidade geral. O Brasil, em particular, subiu duas posições, passando de 85º para 83º país mais pacífico dentre os 158 analisados.
Apesar da mudança, muitas coisas permaneceram as mesmas. A Islândia é o país mais pacífico do mundo, pelo segundo ano consecutivo, e a Somália continua a ser  a nação menos pacífica do mundo pelo segundo ano consecutivo.
A Síria foi o país que caiu pela maior margem: mais de 30 lugares, indo para 147º. Isso com certeza têm a ver com o fato de estar passando por uma guerra civil, sofrendo uma escalada da violência nos últimos 14 meses, que matou mais de 16 mil pessoas no país. O contrário ocorreu com o Sri Lanka, já que o fim de sua guerra civil elevou o país em 30 lugares.
Pela primeira vez, a África Subsaariana não é a região menos pacífica do mundo, aumentado seus níveis de paz desde 2007. Como já dissemos, o Oriente Médio e Norte da África é hoje a região menos pacífica, refletindo a turbulência da Primavera Árabe.
Pelo sexto ano consecutivo, a Europa Ocidental continua a ser a região mais pacífica, com a maioria dos seus países no top 20. A América do Norte experimentou uma ligeira melhoria, mantendo uma tendência desde 2007, enquanto a América Latina experimentou uma melhora geral com 16 dos 23 países aumentando sua pontuação de paz.

O ranking

Confira os 10 países mais pacíficos do mundo, seguidos de sua pontuação no ranking:
  1. Islândia – 1,113
  2. Dinamarca – 1,239
  3. Nova Zelândia – 1,239
  4. Canadá – 1,317
  5. Japão – 1,326
  6. Áustria – 1,328
  7. Irlanda – 1,328
  8. Eslovênia – 1,330
  9. Finlândia – 1,348
  10. Suíça – 1,349
O Brasil tem uma pontuação intermediária:
83º Brasil – 2.017
Enquanto os dez países menos pacíficos são:
149º Paquistão – 2,833
150º Israel – 2,842
151º República Centro Africana – 2,872
152º Coreia do Norte – 2,932
153º Rússia – 2,938
154º República Democrática do Congo – 3,073
155º Iraque – 3,192
156º Sudão – 3,193
157º Afeganistão – 3,252
158º Somália – 3,392

Religião x paz

Na Nova Zelândia, Dinamarca e Noruega, países que estão no top 10 de mais pacíficos, o conflito religioso na sociedade é praticamente inexistente. Também, um ranking feito pelo sociólogo Phil Zuckerman mostrou que todos os países desse top 10, menos a Irlanda, estão entre os 50 menos crentes do mundo, nas seguintes posições:
Islândia – 28º
Dinamarca – 3º
Nova Zelândia – 29º
Canadá – 20º
Japão – 5º
Áustria – 24º
Eslovênia – 18º
Finlândia – 7º
Suíça – 23º
Será que há alguma relação entre religião e paz? Segundo alguns especialistas, muitas guerras e atrocidades que marcaram a história estão ligadas ao sentimento religioso. Sendo assim, pode ser que países sem conflitos religiosos sejam mais pacíficos.

O Brasil no Ranking da Paz

O Brasil aparece na 83ª posição do ranking. Historicamente, não nos envolvemos em muitas guerras, porém nossa violência interna é suficiente para não deixar o país subir muito no Índice.
Quanto à religião, de acordo com a pesquisa do instituto alemão Bertelsmann Stifung, 95% dos jovens brasileiros (entre 18 e 29 anos) explicitam suas ligações religiosas: somos o terceiro país mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos.
O IGP de 2012 mostra que os pontos em que somos menos pacíficos são, em indicadores em ordem decrescente: homicídios, crimes violentos e terror político, acesso a armas, e violência percebida pela sociedade.
Alguns dos pontos em que somos mais pacíficos são, empatados: conflito organizado, atos terroristas, mortes por conflito interno e por conflito externo, armas pesadas e relações com países vizinhos.

domingo, 16 de junho de 2013

O QUE É EVOLUÇÃO?

O que é evolução?

Por  em 22.05.2013 as 15:00

É possível ativar legendas automáticas em inglês e ativar a tradução automática para português.
Neste vídeo feito pela Stated Clearly, a evolução é explicada em termos simples.
Em biologia, a teoria da evolução não diz exatamente como a vida começou aqui na Terra, mas ajuda a compreender como ela, assim que passou a existir, diversificou-se nas mais incríveis formas que vemos hoje e no registro fóssil. Ela também permite que entendamos como as criaturas modernas continuam a se adaptar e se modificar atualmente.
Mas como definir a evolução? Ela pode ser definida como qualquer mudança nas características hereditárias (tanto características físicas, como a cor da pele de ratos ou manchas nas asas de borboletas, como comportamentos, como a forma que os cachorros se cumprimentam com uma cheirada) dentro de populações pelas gerações.
E como isto funciona? Todos os seres vivos saudáveis, de unicelulares e amebas a flores e golfinhos, são capazes de reprodução, um processo que produz cópias dos pais pela duplicação do DNA, o que resulta na transmissão da informação desse DNA para as gerações futuras.
É o DNA, ou melhor, as informações codificadas no DNA, que dizem se o ser vivo será uma flor ou um ser humano. Esse DNA não é o mesmo em todos os seres vivos – o seu DNA é bastante diferente do de uma flor, mas só um pouco diferente do de Elvis Presley (o que explica por que, ainda assim, você pode não agir ou se parecer com o Rei do Rock...).
Os seres unicelulares e outras criaturas mais simples se reproduzem fazendo uma duplicata do seu DNA, movendo cada cópia para um canto diferente da célula, e então a dividindo, de forma que cada metade cresce novamente. Se tudo der certo, as cópias serão idênticas ao original. Só que, na natureza, as coisas não são sempre perfeitas.
Quando o DNA é duplicado, podem ocorrer erros que o modificam, gerando o que chamamos de mutação. Estas mutações, que acontecem acidentalmente e aleatoriamente em qualquer trecho do DNA, acabam produzindo variações na forma do corpo e função da criatura que herda o DNA modificado.
Se o indivíduo mutante viver o suficiente para se reproduzir e produzir descendência saudável, esta característica será passada adiante. Ou seja, aconteceu uma “evolução”: mudanças em características hereditárias dentro de uma população através de gerações.
Para outros animais, o processo reprodutivo é mais complicado. Normalmente, eles encontram um parceiro da mesma espécie e combinam metade do DNA de um com metade do DNA do outro. Isto faz com que o descendente não seja uma cópia exata de nenhum dos dois, mas uma combinação de características misturadas. Por exemplo, no caso de um texugo, garras compridas da mãe e pata mais larga do pai. Se o filhote sobreviver, ele vai passar as características que recebeu de seus pais. Novamente, temos evolução acontecendo.
Nesses casos, mutações também acontecem. O filhote pode ter características próprias, resultantes da alteração de alguns genes. Novamente, se o filhote sobreviver, passará estas características únicas para a próxima geração.
Tanto cientistas quanto leigos têm observado a evolução acontecendo o tempo todo. Pequenas mudanças que encontramos aqui e ali vão se acumulando com o passar de novas gerações, resultando em mudanças dramáticas com o passar do tempo.
Um exemplo é a mudança ocorrida com os cães. Se voltarmos no tempo alguns milhares de anos, descobriremos que os cães descendem dos lobos cinza. A cada geração, a evolução dos cães foi guiada pelos seus criadores, que selecionavam os filhotes de acordo com características que achavam desejáveis, o que acabou gerando os diferentes cães que vemos hoje – alguns selecionados pelo tamanho, outros pela inteligência, e outros ainda pela agressividade. Atualmente, poucos cães se parecem e se comportam como seus ancestrais.
E isto não acontece só com os cães. Evidências de outros campos, como a genética, química, paleontologia e até mesmo matemática sugerem que, assim como os cães têm um ancestral comum, todos os seres vivos também têm um. Não sabemos como foi a primeira forma de vida ou como ela passou a existir, mas o processo simples da reprodução com variação por bilhões de anos é o responsável por toda a diversidade da vida que vemos hoje.
E a evolução não é aleatória. Para transformar um lobo cinzento em um mini-poodle, a evolução aleatória teve que ser guiada cuidadosamente por um criador de cães inteligente. Da mesma forma, todos os mamíferos parecem ter tido como ancestral uma criatura com aspecto de musaranho, mas as diferenças de um musaranho para um elefante são muito maiores que as diferenças entre um lobo e um poodle. Quem guiou este processo?
Na metade do século 19, Charles Darwin e Alfred Russel Wallace descobriram, de forma independente, que um agente inteligente não é necessário, e existe outra força capaz de guiar a evolução randômica para produzir ordem e funções complexas. Eles chamaram esta força de seleção natural.

domingo, 2 de junho de 2013

VIVEMOS EM UM MULTIVERSO?

Foto: Internet


Graça à extraordinária precisão do telescópio Planck, localizado no observatório de Sauverry, na Suíça, pesquisadores de toda a Europa desenvolveram um completíssimo mapa do cosmos pela Agência Espacial Europeia.   
Este mapa, feito com a radiação cósmica de microondas detectada a partir do Big Bang (uma grande concentração de radiação na parte sul do Universo, junto a um ponto frio), demonstra que nosso Universo não está sozinho e não é o único. De acordo com este estudo, nós vivemos em um multi-universo, em que o nosso se mantem "puxado" pela força da gravidade exercida pelos outros universos que o rodeiam.
Esta existência simultânea de universos paralelos - que obriga a dar um outro rumo às ideias sobre o infinito que existem até agora - pode ser uma surpresa para muitos, mas ela já era defendida por alguns grupos de cientistas. O que provavelmente não se esperava era que a ciência contasse desde já com a tecnologia necessária para comprovar essa teoria.