domingo, 30 de maio de 2010

VIVENDO NO INFERNO

Eu sinto o coração sangrar,
Sinto a mente me torturar,
Sinto um fogo dentro de mim,
Ardendo, queimando-me a alma,
Sinto-me no inferno da vida.


O meu inferno é a sua ausência,
É não poder ter-te em meus braços,
É não poder viver ao teu lado,
É não ter-te em minha cama,
É não fazer amor contigo.


E nesse inferno eu vou vivendo,
Queimando-me, sofrendo...


Quero chegar ao paraíso,
Construo uma ponte,
Tento atravessar o abismo,
Um abismo que existe entre nós,
Você quebra a ponte
E eu retorno ao inferno...


A minha alma grita de dor,
O coração parte-se em mil pedaços,
A mente cobra-me o paraíso,
Eu construo asas e alço vôo,
Então atravesso o abismo
E chego às portas do paraíso...


As portas estão fechadas,
Não há lugar nele para mim,
Insisto em bater na porta,
Uma força me repele
E me joga novamente no inferno,
E a minha tortura continua...


E fora do paraíso vou vivendo,
Sofrendo, querendo-te...
Por que meu paraíso é você.

VEJA MAIS: Clube de Autores

domingo, 23 de maio de 2010

A ESPOSA DE DEUS

Deus bíblico pode ter tido uma esposa, afirmam pesquisadores.

Inscrições indicariam que Javé teria tido como companheira a deusa da fertilidade Asherah.
Tese é polêmica; outros especialistas dizem que Deus só 'absorveu' atributos da deusa.

Será que uma deusa pagã, atacada na Bíblia como uma das maiores inimigas do culto ao Deus verdadeiro, poderia ser, na verdade, a esposa Dele? De forma bastante simplificada, esse é um dos principais debates que dividem os historiadores da religião do antigo Israel nos últimos tempos. Inscrições misteriosas, pequenas estatuetas de cerâmica e o próprio texto da Bíblia indicariam que a deusa em questão, conhecida como Asherah, não teria sido adorada como rival de Javé, o Deus judaico-cristão, mas sim como sua companheira.


Isso, é claro, para um dos lados do debate. Para outros pesquisadores, os símbolos da deusa Asherah (cujo nome às vezes é aportuguesado como "Asserá") teriam sido simplesmente "incorporados" pelo culto de Javé, sem que a deusa fosse adorada como entidade distinta pelos antigos israelitas. A ambigüidade é, em parte, lingüística: embora Asherah fosse o nome de uma deusa dos cananeus (habitantes pagãos da Palestina), a palavra também é um substantivo comum, "asherah", que designa um poste de madeira usado para cerimônias religiosas.

"As posições estão bem marcadas: uns acreditam que se trata de um símbolo cúltico, outros já assumem que se trata de uma deusa. No entanto, uma coisa não necessariamente exclui a outra, porque o poste também simbolizava a deusa, de forma que uma referência a ele sugere o culto a Asherah", diz Osvaldo Luiz Ribeiro, doutorando em teologia bíblica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Menções numerosas:

"Na Bíblia hebraica existem mais de 40 referências a Asherah e ao seu símbolo, inclusive demonstrando a sua presença dentro do Templo de Jerusalém, o Templo de Javé", conta Ana Luisa Alves Cordeiro, mestranda em ciências da religião na Universidade Católica de Goiás. Nessas referências, a deusa é sempre retratada como uma influência religiosa negativa dos povos vizinhos sobre os israelitas, competindo com o culto do verdadeiro Deus. Cordeiro está estudando o impacto da reforma religiosa liderada por Josias, rei de Judá (o reino israelita do sul), por volta do ano 620 a.C., na qual o símbolo da deusa teria sido arrancado do Templo e queimado.

No entanto, o culto a Asherah parece ter sido mais importante fora de Jerusalém, nos chamados "lugares altos", afirma a pesquisadora. Em tais locais, o poste de madeira era substituído por árvores vivas como símbolo da deusa. "Eram santuários ao ar livre, nos topos das montanhas. Isso evidencia uma profunda ligação com a natureza", diz Cordeiro. O culto a Asherah seria uma forma de reverenciar a fertilidade feminina e o papel da mulher como doadora ou mantenedora da vida. "E a árvore é o símbolo dessa abundância", avalia a pesquisadora.

Durante muito tempo, esse tipo de culto foi considerado uma influência religiosa estrangeira sobre o povo de Israel, conforme o que dizia a Bíblia. Mas o consenso atual é que os israelitas não tiveram uma origem separada dos cananeus, seus vizinhos pagãos. A maior parte dos habitantes de Judá e Israel (nome um tanto confuso do reino israelita do norte) parecem ter sido um grupo de origem majoritariamente cananéia que foi assumindo uma entidade cultural distinta aos poucos. E, entre os cananeus, Asherah era a esposa de El, o soberano dos deuses -- mais ou menos como Zeus, na mitologia grega, tinha sua mulher divina, a deusa Hera.

Evidência direta?

É aqui que a arqueologia traz dados surpreendentes sobre a questão. O sítio arqueológico mais importante para o debate sobre Asherah talvez seja o de Kuntillet Ajrud, localizado no Sinai egípcio, perto da fronteira com Israel. O lugar parece ter sido uma espécie de "pit stop" de caravanas no deserto, e também ter abrigado um antigo santuário.

Inscrições e desenhos em fragmentos de cerâmica de Kuntillet Ajrud revelam frases, datadas em torno do ano 800 a.C., pedindo a benção de "Javé de Samaria [capital do reino israelita do norte] e sua Asherah" e "Javé de Teiman e sua Asherah". No caso da primeira frase, há um desenho estranhíssimo de duas figuras com corpo humano e cabeça que lembra a de bovinos, uma delas com traços mais masculinos e outra com traços mais femininos. Será que era assim que alguns dos antigos israelitas imaginavam Javé e sua esposa Asherah?

"Temos outros dados que indicam a associação de Javé com a figura do touro, representando a força, o poder, principalmente no culto de Samaria", afirma Osvaldo Ribeiro, da PUC-RJ.

Pós-exílio

Se o culto a Asherah era tão comum quando esses indícios esparsos indicam, o que teria levado ao fim dele? A Bíblia explica o processo como uma contaminação constante da religião de Israel pelos povos pagãos, a qual nem muitas reformas religiosas purificadoras, como a do rei Josias, foram capazes de apagar antes do exílio na Babilônia.

Ribeiro, no entanto, diz acreditar que muitas dessas histórias de reforma foram projeções dos sacerdotes do Templo de Jerusalém, elaboradas na época depois do exílio. "A comunidade dos que voltam da Babilônia se organiza em torno do Templo de Jerusalém, sob a liderança dos sacerdotes e com o apoio do Império Persa [que dominou a região depois de vencer a Babilônia]. Então, toda ameaça a esse processo de centralização do poder sacerdotal foi combatida, de forma que só acabou sobrando o culto a Javé. Foi um acidente histórico, num momento crítico, que acabou se tornando a visão dominante."

Já para Ana Luisa Cordeiro, da Universidade Católica de Goiás, os eventos antigos têm implicações para a própria visão excessivamente masculina de Deus que acabou se tornando dominante entre judeus e cristãos. Não é que a sociedade na qual Asherah era adorada fosse necessariamente igualitária entre homens e mulheres, pondera ela, mas pelo menos abria espaço para enxergar o sagrado com um lado feminino.

"Reimaginar o sagrado como Deusa é reimaginar as relações de poder, não numa tentativa de apagar a presença de Deus, mas sim de dar espaço ao feminino no sagrado, o feminino não como um atributo do Deus masculino, mas como Deusa", avalia Cordeiro.

FONTE: G1.COM

domingo, 16 de maio de 2010

PRISÃO PARA O PAPA

Richard Dawkins, o militante ateu, está a planejar uma emboscada legal para que o Papa Bento XVI seja detido por “crimes contra a Humanidade” durante a sua visita ao Reino Unido.


Para o efeito, o autor já consultou uma série de advogados de direitos humanos para que seja aberto um processo contra Ratzinger sobre o alegado encobrimento de centenas de crimes sexuais dentro da Igreja Católica.

O escritor acredita que o Papa não poderá invocar imunidade diplomática contra um eventual mandato de detenção, na medida em que ele não é um chefe de estado reconhecido pelas Nações Unidas.

Dawkins, autor de “A Desilusão de Deus”, acusa o Satânico Padre de encobrir de forma descarada o abuso sexual de menores dentro da comunidade católica: “Quando os seus sacerdotes são apanhados de calças na mão, o instinto deste homem é encobri-los e evitar escândalos. E depois que se lixem as vítimas”.

FONTE: http://www.ionline.pt/conteudo/54851-richard-dawkins-eu-vou-prender-o-papa

segunda-feira, 10 de maio de 2010

EVANGELHO DE FICÇÕES

Introdução


Em todo o mundo ao longo dos séculos, muito tem sido escrito sobre a religião, o seu significado, sua importância e contribuição para a humanidade. No Ocidente, em particular, volumes consideráveis foram compostas para especular sobre a natureza e o contexto histórico de um dos personagens principais das religiões ocidentais, Jesus Cristo. Muitos tentaram escavar as pistas preciosas, alguns como a identidade de Jesus e chegar a um esboço biográfico que tanto reforça a fé ou revela um lado mais humano deste godman a que todos podemos relacionar. Obviamente, considerando o tempo e a energia gastos neles, os assuntos do cristianismo e seu legendário fundador são muito importantes para a mente ocidental e da cultura, e cada vez mais para o resto do mundo também.



A controvérsia

Apesar de toda esta literatura continuamente a ser dobrado para fora e a importância do assunto, no público em geral, ainda há uma séria falta de educação formal e ampla a respeito da religião e mitologia, e a maioria dos indivíduos são altamente desinformado nessa área. Quanto à questão do cristianismo, por exemplo, a maioria das pessoas são ensinadas na maioria das escolas e igrejas que Jesus Cristo foi uma figura histórica real, e que a controvérsia apenas sobre ele é que algumas pessoas o aceitam como o Filho de Deus e é o Messias, enquanto outros não. No entanto, considerando que este é o debate raging mais evidente neste campo hoje, não é o mais importante. Chocante que possa parecer para a população em geral, a controvérsia mais duradoura e profunda neste assunto é se uma pessoa chamada Jesus Cristo realmente existiu.

Embora este debate não pode ser evidente a partir de publicações facilmente encontrados em livrarias populares, quando se examina de perto esta questão, encontra-se um enorme volume de literatura que demonstra, de forma lógica e inteligente, e outra vez que Jesus Cristo é um personagem mitológico ao longo da mesma linha, como os gregos, romanos, egípcios, sumérios, fenícios, indianos ou outros godmen, que atualmente são aceitos como mitos, em vez de figuras históricas. Examinando profundamente neste corpo grande do trabalho, descobre uma evidência de que o caráter de Jesus se baseia muito mais nos velhos mitos e heróis de todo o mundo. Descobre-se que esta história não é, portanto, uma representação histórica de um carpinteiro rebelde judeu que teve encarnação física no Levante de mais de 2.000 anos atrás. Em outras palavras, tem sido demonstrado continuamente por séculos que este personagem, Jesus Cristo, foi inventado e não descrevem uma pessoa real.

História e posições do debate

Esta controvérsia existiu desde o início, e os escritos dos Padres da Igreja se revelam que eles eram forçados constantemente pelos intelectuais pagãos para defender que os não-cristãos e outros cristãos ("hereges") tanto via como um fio absurdo e fabricado com absolutamente nenhuma evidência de que Jesus tenha tido lugar na história.

Como Rev. Dr. Robert Taylor diz: "E a partir da baixa idade apostólica, em uma sucessão não interrompida, mas nunca tão forte e enfática como nos tempos mais primitivos, foi a existência de Cristo como um homem mais energicamente negado." De acordo com estes aprenderam dissidentes, o Novo Testamento pode ser justamente chamado de "Evangelho de Ficções".

FONTE: http://www.truthbeknown.com/origins.htm