domingo, 14 de março de 2010

ATEU JÁ TENTOU PROVAR NA JUSTIÇA QUE JESUS NÃO EXISTIU!

 Em uma paisagem de fábula, entre colinas e ruínas criadas pelo vento, um duelo foi declarado. Luigi Cascioli, o acusador, foi seminarista na juventude. Hoje é ateu e vive cercado de livros anticlericais. Em uma igreja de Bagnoregio, na Itália, vive o acusado. Monsenhor Enrico Righi é um padre de paróquia e passa as tardes diante da cruz. Os dois estudaram no mesmo seminário nos tempos duros do pós-guerra. Com mais de 70 anos, Luigi e Enrico se encontraram de novo num tribunal. Luigi denunciou Enrico e toda a teoria cristã.


A denúncia foi apresentada na Procuradoria da República em setembro de 2002 e causou embaraço entre os moradores de Bagnoregio. O pároco da cidade foi acusado de enganar o povo por pregar que Jesus Cristo realmente existiu e que nasceu em Belém, de uma virgem de nome Maria.

"Eu denunciei a Igreja, na figura do padre, por abuso da credulidade popular, da ignorância do povo", explica Luigi.

"Pareceu-me estranho. Nunca ninguém tinha me chamado de ‘embrulhão’. Eu sou um entre 30 mil párocos na Itália que pregam a mesma coisa. No mundo, somos 500 mil párocos e cremos na mesma coisa. Pareceu-me absurdo, fiquei muito surpreso", conta padre Enrico.

Luigi diz que não discute teologia, mas história, e que não há provas históricas da existência de Jesus, apenas relatos feitos por cristãos. O ex-seminarista sustenta que a vida de Jesus foi inventada, inspirada na história de outra pessoa.

"Tudo que se refere a Cristo foi tirado da vida de João de Gamala, que era filho de Judas Galileu e marido de Maria Madalena. Segundo cálculo dos cristólogos, João de Gamala foi crucificado entre os anos 37 d.C. e 42 d.C.", diz Luigi.

A fonte mais importante do acusador é um historiador da Antigüidade, Flávio Josefo, que nas suas obras, de fato, narrou partes da vida de João de Gamala.

"Não tem motivo para incriminar uma pessoa porque ela fala de outra. Eu falo bem de Jesus; ele fala mal. Estamos quites. É difícil fazer pesquisas de quem viveu há dois mil anos", diz padre Enrico.

O acusador também cita dois apóstolos de Cristo, Pedro e Tiago Menor, para reforçar a tese de que Jesus não existiu. "Nós temos o testemunho escrito por Flávio Josefo de que Pedro e Tiago foram mortos no ano de 44 d.C., acusados de serem rebeldes revolucionários. Como a Igreja pode dizer que no ano 60 d.C. Pedro foi a Roma e se tornou o primeiro Papa?", questiona Luigi.

"Nunca pensei em indagar a existência de Deus. Eu acredito e pronto. Se ele é ateu, eu não o denuncio por isso. Não entendo por que ele me denunciou só porque sou cristão", diz o acusado.

No ano passado, padre Enrico foi convocado pela Justiça e teve que contratar um advogado de defesa. Em janeiro aconteceu a primeira sessão do julgamento, no Palácio da Justiça de Viterbo, perto de Bagnoregio.

O caso ficou conhecido como o "Tribunal de Jesus" e mobilizou a Corte da cidade de Viterbo. Uma sala chegou a ficar repleta de curiosos que queriam acompanhar o julgamento de Cristo, mas o juiz arquivou o caso. "Agora vamos entrar com um recurso na Corte de Strasburgo", anuncia Luigi.

Esperando ser chamado pela Corte Européia, Luigi prepara seu dossiê de muitas páginas contra a Igreja. Padre Enrico prefere o silêncio e o recolhimento na companhia do Cristo e dos santos.

FONTE: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL695489-15605,00.html

Um comentário:

  1. Cassiano passei para conhecer muito 10 fantástico desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo no seu Hiper blog e que DEUS ilumine seus caminhos e da sua família e já estou seguindo você meu amigo
    Ass:Rodrigo Rocha

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NÃO ACREDITO EM TUDO QUE ME DIZEM. E SÓ ACREDITO NA METADE DO QUE VEJO.